BIQUÍNI FAZ 70 ANOS
Hoje ela continua achando os biquínis de lacinho surgidos nos anos 70 os mais bonitos: Só não curte quando são pequenos demais. “Se é para enfiar tudo na bunda, melhor ir pelada à praia, né?”.
O biquíni completa hoje 70 anos de vida. Sim, o duas-peças já é um senhor distinto, que não causa mais alvoroço nas areias e piscinas. Mas Carmem Verônica se lembra bem de como foi usar um modelo destes pela primeira vez, na década de 50. “A Praia do Leblon era uma aldeia. Saí de casa com barraca, cadeira, aquela parafernália toda, e minha sogra francesa. Estava com uma saída de praia. Quando tirei, todos olharam para mim. Foi um choque, vesti a roupa e voltei para casa”, conta.
Aos 83 anos, ela não usa mais biquíni ou vai à praia com frequência. A atriz foi uma das pioneiras a usar a peça por conta dos musicais de Carlos Machado. “Ele queria a gente com biquíni nos shows. Era uma pobreza, duas-peças de bolinhas, bem comportadinho”, descreve: “Para não ficar com marca de maiô, ia à praia lá em São Conrado, com outras vedetes. Era deserto e a gente se bronzeava o dia todo. À noite, passava Nujol, um óleo da época, na pele e ficava brilhando. Era um espetáculo!”
Hoje ela continua achando os biquínis de lacinho surgidos nos anos 70 os mais bonitos: Só não curte quando são pequenos demais. “Se é para enfiar tudo na bunda, melhor ir pelada à praia, né?”.
Nada da melhor que tomar um sol na beira da piscina ou na areia da praia usando um lindo e confortável biquíni. Nos modelos cortininha ou tomara que caia, asa-delta ou sunquini, com as mais variadas cores e estampas e com todos os tipos de detalhes, de pequenos pingentes a lacinhos, uma das peças mais famosas e marcantes da história da moda feminina acaba de completar 70 anos
Há exatamente sete décadas, os biquínis eram vistos pelo público pela primeira vez. No dia 5 de julho de 1946, o estilista francês Louis Réard realizou um desfile em Paris, expondo a coleção mais escandalosa da década.
Para destacar a sua ideia "bombástica", o nome das novas peças foram inspiradas no Atol de Bikini, no pacífico Sul, onde poucos dias antes os Estados Unidos haviam começado a fazer os primeiros testes nucleares.
Até aquele momento, quando as mulheres usavam uma roupa de banho, endossavam peças que usavam muito mais pano e cobriam uma parte bem maior do corpo. No começo do século 20, o modelo era uma túnica com calças justas. Com o passar do tempo, as blusas e calças foram diminuindo o seu comprimento e as pernas e os braços passaram a ficar mais aparentes.
Logo, os decotes nas costas ficaram maiores. Nos anos 1920, as mulheres já conseguiam até exibir parte das pernas, dos braços e das costas graças, em parte, às peças da estilista Coco Chanel que lançou bermudas justas e acima dos joelhos e decotes mais profundos, o que foi não apenas uma evolução para o mundo da moda, mas sim também para a cultura de tomar sol, até então não muito apreciada.
Mais elásticas e definitivamente mais curtas, as roupas de banho continuavam longe do seu estilo mínimo e moderno atual. Com o desfile de Réard, no entanto, as mudanças começaram a acelerar.
Na década de 1950, por exemplo, o triunfo das pin-ups, com suas roupas (inclusive de banho) de cintura-alta, fez com que o biquíni se tornasse um meio de valorizar um físico cheio de curvas de uma maneira cômoda e sexy. Uma das grandes ídolas dessa fase foi Marilyn Monroe, inesquecível com seu maiô inteiramente branco.
A atriz Brigitte Bardot também fez sucesso com um biquíni em 1957 no filme "E Deus Criou A Mulher", modelo cheio de babados que ficou famoso e encorajou várias jovens a usarem as peças, cada vez menores. Na Itália, foi a vez de Sofia Loren popularizar a moda dos biquínis no país, vencendo o prêmio de Miss Eleganza (Miss Elegância) com um duas peças que entrou para história.
Já o biquíni branco com um cinto também branco e pequenos detalhes em dourado usado por Ursula Andress no papel da "Bond Girl" no filme "007 Contra o Satânico Dr. No" foi um dos símbolos da moda de roupas de banho nos anos 1960.
Nas décadas seguintes, as estampas e cores mais vivas começaram a invadir praias e piscinas. Materiais e cortes diferentes entraram na moda, como o biquíni de crochê, as tangas e os lacinhos tão amados nos anos 1970.
Já nos anos 1980, foi a vez dos biquínis asa-deltas e os fios-dentais e das estampas mais elaboradas e até patriotas, como uma usada por Cindy Crawford, que contava com a bandeira dos Estados Unidos aparecendo tanto no top quanto na calcinha.
Os sunquinis e os maiôs bem cavados foram alguns dos protagonistas da década de 1990, o segundo em parte por causa do sucesso do seriado de TV norte-americano "Baywatch", onde salva-vidas, como Pamela Anderson, corriam com suas roupas de banho vermelho-fogo.
E agora, há 70 anos da sua criação, os biquinis, com suas novas modas e influências de décadas anteriores, são cada vez mais vendidos, sendo peças que não devem desaparecer do guarda-roupa feminino tão cedo.leila Diniz a primeira mulher a ficar de biquíni gravida não ao preconceito.
LEILA DINIZ GRAVIDA.
Fonte:
Leia mais: http://extra.globo.com/famosos/carmem-veronica-pioneira-usar-biquini-fala-da-peca-que-chega-aos-70-anos-foi-um-choque-19644915.html#ixzz4DZSFkNyO
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