terça-feira, 16 de agosto de 2016


ELKE MARAVILHA. 








                                                          













Nascida na Rússia em 1945, ela chegou ao Brasil com oito anos de idade, voltou para a Europa no período da ditadura militar e até plantou fumo na Grécia. Durante a entrevista, a performática Elke comentou um pouco sobre sua trajetória e ainda abordou assuntos polêmicos, como uso de drogas e aborto, que ela, inclusive, já fez,sempre muito empoderada e com muita atitude foi modelo e atriz. 

Começou a carreira de modelo e manequim aos 24 anos com Guilherme Guimarães, tendo trabalhado para grandes estilistas, considerada como inovadora nas passarelas. Elke é professora, tradutora e intérprete de línguas estrangeiras, incluindo o latim. Foi bancária, secretária trilíngue e bibliotecária. Foi também a mais jovem professora de francês da Aliança Francesa e de inglês na União Cultural Brasil – Estados Unidos. Fala nove idiomas: O russo, o português, o alemão, o italiano, o espanhol, o francês, o inglês, o grego e o latim. Seu desempenho como a dona de um bordel na minissérie Memórias de um Gigolô foi tão arrebatador que foi convidada a ser madrinha da Associação das Prostitutas do Rio de Janeiro.


Muito alta, começou sua carreira como manequim e modelo. Nos desfiles conheceu a estilista Zuzu Angel e ficaram amigas. No filme Zuzu Angel que estreou em 2006, Elke foi interpretada por Luana Piovani. Ela ainda aparece em participação especial cantando num cabaré a música alemã 'Lili Marlene', da cantora e atriz Marlene Dietrich. O filme aborda a amizade de Elke com Zuzu, e conta o episódio de sua rápida prisão por desacato durante o regime militar brasileiro, fato que fez Elke perder sua nacionalidade brasileira.
 Corria o ano de 1972. Elke Maravilha. Atrás daquela que parecia mais um ser estranho e sem qualquer coisa na cabeça nas tardes de domingo; aquela jurada espalhafatosa, quase irritante, estava uma mulher com história, forte, capaz de um ato corajoso nos piores momentos dos anos de chumbo.Ela era amiga de Zuzu Angel, porque era uma modelo top então e fizera desfiles para a Maison da estilista. O ato heroico aconteceu no Aeroporto Santos Dumont, quando  Elke Maravilha rasgou um cartaz com as fotos dos procurados pela ditadura que estava colado na parede.  Entre os procurados Stuart Angel, filho de Zuzu. Rasgou e cartaz e foi presa.
Em anexo a ficha de Elke Grunupp, a Elke Maravilha. Anexado ao processo, a prova do “crime” de Elke: a foto de Stuart Angel, rasgada do cartaz. Como no filme, só que a da vida real. E no processo, a descrição da coragem de Elke por um próximo, filho de sua amiga. A ira santa num momento da história que não se podía ter ira, não se podia pensar diferente.No cinismo do processo de Elke, de 29 de fevereiro de 1972, alega-se que o ato dela poderia “prejudicar a localização de Stuart”. Como se não soubessem que Stuart morrera torturado barbaramente nas dependências da Base Aérea do Galeão em 14 de junho de 1971. Arrastado por um carro com a boca pendurada ao cano de descarga.
O processo ainda cita como agravante que “Elke goza das franquias da nacionalidade brasileira mesmo sendo de origem estrangeira”. Em outros arquivos, mais papéis e documentos sobre aquele caso apareceram.O ato causou a prisão de Elke e a perda de sua cidadania brasileira. Por anos virou apátrida, até que requisitou novamente sua cidadania alemã. Nos anos de chumbo, perdeu importantes trabalhos por isso. Sua carteira de identidade foi confiscada.
Foi casada 8 vezes, fez três abortos e não se arrepende, já que nunca quis ter filhos e nem se considerava talentosa para ser mãe, não queria ter filhos e não saber dar amor e educação da forma como mereciam. Até hoje é amiga de todos os seus ex-maridos, menos de 1 que era extremamente agressivo e ciumento. Está casada a 11 anos com um homem 27 anos mais novo e diz que não tem preferência por mais velhos ou mais novos, fala que namorou todo tipo de homem e que não tem um tipo de homem, tem pressa.
Fonte:(Com informações do site Brasília em Pauta),site de Elke Maravilha.

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